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Sete
meses após ter ficado famosa por fugir do Cras (Centro
de Reabilitação de Animais Silvestres), na reserva do
Parque dos Poderes, a única onça-pintada abrigada no
local continua lá, apesar da intenção já manifestada
pela direção do centro de soltar o felino na natureza.
A onça, resgatada ainda bebê em uma fazenda de Água
Clara, já tem um ano e meio e hoje é um animal adulto.
A decisão de soltá-la na natureza foi tomada depois de
uma segunda fuga, ocorrida em dezembro.
Primeiro, ela fugiu no dia 29 de outubro, o que provocou
até o fechamento do Parque do Prosa, onde fica o Cras,
para visitas, além da realização de uma operação de
busca com policiais militares ambientais, técnicos do
Cras e mateiros, homens acostumados a lidar com esse
tipo de animais nas fazendas.
Quase dois meses depois, foi recapturada, mas ficou na
jaula apenas dois dias. No dia 30 de dezembro, novamente
fugiu e foi recapturada só dois meses depois. Ou seja,
nos últimos sete meses, a onça passou quase quatro meses
em liberdade,e conseguiu sobreviver.
O que impede a soltura? Segundo o coordenador do Cras, o
biólogo Elson Borges, a onça ainda não foi solta porque
falta o resultado de um exame que vai definir de qual
região ela é originária, se da Bacia do Paraguai ou da
Bacia do Paraná.
Trata-se de um mapeamento genético, feito por um
laboratório do Rio Grande do Sul. Esse exame é
importante porque a onça só será solta na região de onde
é originária, para evitar misturas genéticas.
Como ela foi encontrada na Bacia do Paraná, a hipótese
mais provável é que seja de lá, mas o Cras decidiu
confirmar isso por meio do mapeamento genético.
A soltura vai obedecer os padrões do Cenap (Centro
Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos
Carnívoros), que forneceu um radio-colar, com o qual
será possível monitorar os movimentos da onça.
A notícia de que ela será solta já motivou reclamações
de moradores da região mais provável, o Parque do
Ivinhema, e após isso, o Cras informou que não será
tornado público o local exato onde ela será devolvida ao
habitat natural.
Fonte:meioambienteagora.com.br |