|
CAMPANHA DE VACINAÇÃO
CONTRA A RAIVA Agosto é o mês de vacinar cães e gatos contra a raiva
Uma das principais e mais conhecidas zoonoses, a ravia canina, ainda
é um problema que preocupa a população. Por suas conseqüências
seríssimas e seu caráter incurável detém a atenção de pesquisadores
e especialistas no mundo inteiro. Em alguns países desenvolvidos, a
raiva humana está erradicada e a raiva nos animais domésticos está
controlada, mas ainda é efetuada vigilância epidemiológica em função
dos animais silvestres. No Brasil, a raiva humana, faz vítimas. Só
em 2005 foram registrados 20 casos (16 no Pará, 3 no Maranhão e 1 em
Sergipe): 19 transmitidos por morcego hematófago (Pará e Maranhão) e
1 por cão (Sergipe). No Estado de São Paulo, embora haja regiões de
raiva controlada, lamentavelmente ainda existem regiões endêmicas e
epidêmicas, considerados na sua maioria "regiões silenciosas".
Dessas, nada se sabe, por falta de encaminhamento de amostras para o
laboratório de Vigilância Epidemiológica. Mapa de distribuição da
raiva - Tem ocorrência quase universal. - Atualmente erradicada em
algumas ilhas, como Japão, Reino Unido, Havaí e algumas ilhas do
pacífico. - O único continente livre da doença é a Oceania. - Na
Europa, a principal fonte de infecção é a raposa. - Nos Estados
Unidos e Canadá, é encontrada em animais silvestres. - Na América
Latina, Caribe, África e Ásia, o ciclo predominante é o urbano, onde
o cão é o principal transmissor. A raiva é uma doença contagiosa que
se transmite pelo contato. É causada por um vírus (rhabdovirus) que
atinge de maneira letal o sistema nervoso do indivíduo contaminado.
Caracteriza-se por perturbações nervosas de origem cerebral e
medular, com excitação, depressão, paralisia e finalmente a morte.
A transmissão ocorre quando o vírus da raiva existente na saliva do
animal infectado penetra no organismo, através da pele ou mucosas,
por mordedura, arranhadura ou lambedura, mesmo não existindo
necessariamente agressão. "O período de encubação do vírus após a
mordida é de 20 a 60 dias, tanto para o homem quanto para os
animais, que podem permanecer com o vírus até 10 dias antes da
manifestação dos primeiros sintomas da doença", alerta dr. Mário
Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira.
Sinais indicativos da raiva Variam conforme a espécie. Quando a
doença acomete animais carnívoros, com maior freqüência eles se
tornam agressivos (raiva furiosa) e, quando ocorre em animais
herbívoros, sua manifestação é a de uma paralisia (raiva
paralítica). No entanto, em todos animais costumam ocorrer os
seguintes sintomas: - dificuldade para engolir - salivação abundante
- mudança de comportamento - mudança de hábitos alimentares -
mudança de hábitos - paralisia das patas traseiras Nos cães, o
latido torna-se diferente do normal, parecendo um "uivo rouco", e os
morcegos, com a mudança de hábito, podem ser encontrados durante o
dia, em hora e locais não habituais. Raiva furiosa (canina e felina)
Fase inicial: alterações de comportamento, agitação, anorexia. Em 1
a 3 dias, os sintomas acentuam-se. O animal torna-se mais agressivo,
atacando o próprio dono. Apresenta incoordenação motora, paralisia
dos músculos da deglutição (laringe e faringe) e da mandíbula
(salivação e dificuldade de deglutição). Pode caminhar grandes
distâncias. O animal morre por convulsões e paralisia. Raiva humana
No início, os sintomas são característicos: transformação de
caráter, inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos. Em
seguida, instalam-se alterações na sensibilidade, queimação,
formigamento e dor no local da mordedura. Essas alterações duram 2 a
4 dias. Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações,
acompanhado de febre. Inicia-se o período de estado da doença, por 2
a 3 dias, com aerofobia (sensação de falta de ar ou ëstrangulamento”,
causada pelos espasmos da faringe) e hidrofobia (horror à água). O
que fazer quando agredido por um animal, mesmo se ele estiver
vacinado contra a raiva: - Lavar imediatamente o ferimento com água
e sabão. - Procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo. -
Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante 10 dias,
para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva.
O animal deverá receber água e alimentação normalmente, num local
seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou
animais. - Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de
comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde. - Nunca
interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas. - Quando um
animal apresentar comportamento diferente, mesmo que ele não tenha
agredido ninguém, não o sacrifique, procure o Serviço de Saúde. -
Caso um cão que esteja atualmente imunizado seja mordido por um
animal comprovadamente raivoso ou por animais silvestres numa área
onde há casos de raiva, ele deve ser revacinado e observado durante
90 dias. Dosagem de anticorpos anti-rábicos O Instituto Pasteur
realiza avaliação sorológica, que é obrigatória para grupos de alto
risco de exposição ao vírus da raiva, dentre os quais devem ser
ressaltados: veterinários; vacinadores; laçadores e treinadores de
cães; profissionais de laboratório que trabalham com o vírus ou com
animais potencialmente infectados; tratadores e treinadores de
animais domésticos de interesse econômico (eqüideos, bovídeos,
caprinos, ovinos e suínos) potencialmente infectados com o vírus da
raiva. Deve ser realizada a partir do 10º dia da administração da
última dose da vacina. Somente títulos iguais ou acima de 0,5 UI/ml
de anticorpos neutralizantes são satisfatórios. A avaliação
sorológica deve ser repetida semestralmente ou anualmente, de acordo
com a intensidade e/ou gravidade de risco a que está exposto o
profissional. SERVIÇO: Atendimento médico O Instituto Pasteur possui
uma equipe de médicos especialmente treinados em Profilaxia da Raiva
Humana. O atendimento é realizado no ambulatório, 12 horas por dia,
das 08:00 às 20:00 horas no seguinte endereço: Avenida Paulista, 393
Cerqueira César/ São Paulo – SP Tel. (0xx11) 3288-0088 O governo
federal patrocina a vacinação contra a raiva canina e felina, que é
coordenada pelo Estado e executada pelos municípios. Fonte:
Instituto Pasteur |